Natureza como remédio, qual sua dose diária?

A ligação entre natureza e bem estar está fundamentada pela comunidade científica. Os estudos estão no campo da Psicologia Ambiental e Medicina e tratam dos benefícios psicológicos da natureza na saúde dos humanos. Os pesquisadores Bjorn Grinde e Grete Patil, pesquisadores do Instituto Norueguês de Saúde Pública e do Departamento de Ciências Vegetais e Ambientais da Universidade da Noruega respectivamente, analisaram mais de 50 estudos empíricos relevantes sobre os benefícios da natureza para a saúde humana (ao fim do post veja a referência).


Analisando todos os dados obtidos, os autores puderam concluir que a hipótese da biofilia tem mérito (leia mais sobre biofilia no post anterior “Conviver com a natureza, um bem necessário”). As evidências incluem estudos sobre atividades ao ar livre, uso terapêutico da natureza e adição da natureza em ambientes internos. Os humanos devido a nossa história evolutiva tem preferência por ambientes naturais. Sendo assim, a ausência de plantas é detectada, mesmo que inconscientemente, como um fator de estresse.


Segundo os mesmos autores, os estudos relataram excelentes resultados para a melhora da saúde e bem estar das pessoas ao terem obtido convívio com a natureza. Os seres humanos, como quaisquer outras espécies, foram moldados pelas forças da evolução. As plantas foram de importância crucial para a sobrevivência durante a maior parte de nossa história evolutiva, seja como recurso alimentar, abrigo ou um indicador de existência de água.


Os humanos devido a nossa história evolutiva tem preferência por ambientes naturais. Sendo assim, a ausência de plantas é detectada, mesmo que inconscientemente, como um fator de estresse.

As vantagens da natureza à saúde humana podem ser resultado de três possíveis fatores desencadeantes. O primeiro deles é a qualidade atmosférica, pois o ar próximo à natureza é mais saudável, mais puro, menos poluído. Outro provável fator são as fragrâncias emitidas pelas plantas, que agradam os humanos causando diversas reações. Os autores citados ainda relatam como terceiro fator a experiência visual do convívio com a natureza e seu poder de fazer conexões cerebrais que desencadeiam diversas reações positivas.


Também foram realizadas pesquisas com a inclusão da natureza, na forma de plantas em vasos em ambientes internos. Esta questão é muito relevante visto que a sociedade moderna passa muito tempo no trabalho e em casa, ambos ambientes fechados e urbanos. Os resultados foram muito satisfatórios. Trabalhadores de um escritório aprovaram a compensação da falta de janelas por natureza indoor, sejam plantas ou até mesmo imagens da natureza (sim nosso cérebro fica feliz até com natureza fake). A mesma pesquisa verificou que aqueles que tinham as plantas em seu campo de visão diminuíram a quantidade de faltas e atrasos.


Eu não vivo sem natureza, até nos caminhos que percorro nos meus deslocamentos priorizo aqueles que me presenteiam com mais verde, mais água (temos um lago lindo aqui em Porto Alegre, com um pôr do sol lindo de viver), menos concreto, asfalto e edificações.


E você, tem plantas em casa? E no trabalho? Precisamos de uma dose diária de conexão verde para viver melhor. O Quintal Urbano tem como propósito te ajudar na conexão com o verde com ênfase nas plantas comestíveis. Acreditamos que conviver com a natureza é absolutamente necessário e se alimentar dela é mais importante ainda. Menos produtos industrializados, mais produtos naturais. Como está esta proporção na sua alimentação? No próximo post falarei sobre alimentação. Até lá!


Abraços verdinhos e com cheiro de grama verde molhada!


Márcia carneiro Luiz


GRINDE, Bjorn; PATIL, Grete Grindal. International Journal of Environmental Research and Public Health. Sep 2009; 6(9): 2332–2343. Published online Aug 31,

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